Ter um site bonitinho já não resolve mais

Com o crescimento consistente da web, tanto em número de usuários como no tempo médio online da população brasileira, de 48 horas/mês, como na presença empolgante nas mais diversas redes sociais, tem ficado evidente para muitas empresas a necessidade de estar presente no universo digital, seja através da reformulação dos seus velhos sites, ou mesmo da iniciação de um projeto novo de vendas pela web.
(artigo para o Portal PEGN – Globo)
Temos assistido ao sucesso perpetrado por algumas empresas na internet, como a Tecnisa, que já virou sinônimo de boas práticas, que até já vendeu pelo Twitter e pelo Iphone, que está presente no Formspring e no Tablet, além de ter uma operação muito bem estruturada de atendimento, seja online ou offline, àqueles que fazem contato.
Por outro lado, ainda podemos observar empresas que consideram que seu site, reformulado há alguns anos, ainda está bem “bonito”, portanto, concluem não ser necessário atualizá-lo. Para essas eu gostaria de dar uma triste notícia, ter um site bonitinho já não resolve mais. Se ele foi feito ou refeito sem os pré-requisitos básicos para que seja “encontrável” (desculpem o neologismo) ou mesmo para que seja mais interativo com seus clientes ou interligado às redes sociais, eu lamento muito, mas hoje ele não é de grande valia aos seus negócios!
Ao concluir isso muitas empresas renomadas estão passando a dar maior atenção ao que tem ocorrido à sua volta, como o Fran’s Café, que reformulou seu site para aprimorar o atendimento aos seus clientes. Ou então a rede de móveis Etna, que lançou sua megastore virtual com mais de quatro mil produtos.
Além de bons exemplos no mundo do turismo como a Decolar.com, que oferece planos de milhagem e fornece descontos especiais em newsletters segmentadas. Ou o lançamento de 1400 títulos em português de livros digitais pela Saraiva.com para o iPad, com preços até 30% menores que as versões físicas, assim como sua concorrente, a Livraria Cultura, que também tem uma loja virtual com 150 mil títulos disponíveis para download. Ainda temos a Sony Music que reinventou seu modelo de negócios apostando na venda de músicas para celulares e internet.
Há também as redes sociais que proliferam com boas opções, como a +QueReceitas, site de relacionamento voltado aos profissionais e amantes da culinária, focado em aprendizado gastronômico. Ou então o Vaga-lume, de música e entretenimento, a rede Drimio, voltada para integrar pessoas às marcas, existente há um ano e que já tem quase 70 mil usuários. Ou a ByMK, voltada para o mundo da moda, que já conta com 80 mil internautas cadastrados e já foi utilizada por agências de publicidade e a rede voltada para quem é apaixonado por cinema, a MovieMobz, que tem mais de 25 mil usuários.
Apesar disso, muitas empresas ainda estão “patinando” com relação ao que fazer no mundo da web e nas mídias sociais, utilizando-a para divulgação pura e simples, perdendo a oportunidade de se relacionar e aprender mais sobre os seus consumidores.

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Internet para gerar negócios

Tenho tratado muito sobre o crescimento nos investimentos em mídia online por empresas de diversos portes, sobre a ampliação do uso de estratégias de marketing digital, sobre o uso cada vez maior das redes de relacionamento para se comunicar e persuadir seus consumidores e sobre como essas inovações tem mudado o jeito de se fazer marketing.
Porém, quando falamos de mundo digital ou de estratégias de Marketing Digital, até parece que a totalidade das empresas já está online, ou mesmo que já estão super habituadas a utilizar todas as ferramentas existentes, bem como familiarizadas com todos os termos inerentes a essas atividades, porém devemos nos lembrar que, embora 97% das empresas no Brasil usem Internet, apenas 53% possuem um website, de acordo com dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, referentes a 2008.
Desse total de companhias que possuem um website, apenas 24% tem um sistema de pedidos de compras, pois praticamente a metade delas somente utiliza esse canal como catálogo de produtos e lista de preços, ou seja, a grande maioria ainda não está fazendo efetivamente negócios online.
Isso nos leva a concluir que não bastam projetos de “inclusão digital” de empresas, é necessário também levar a elas conhecimento e condições para efetivamente produzir riqueza utilizando a Internet como plataforma para geração de novas receitas e novos clientes, além, obviamente, do atendimento mais qualificado aos atuais clientes da empresa.
Outro fator importante a ser salientado é a enorme oportunidade que surge para um grupo de pequenas e médias empresas, fornecedoras de serviços de TI, porque praticamente em metade das companhias pesquisadas, as funções de TI são executadas por fornecedores externos. Isso é uma tendência, pois podemos observar que vem crescendo esse número ao longo dos últimos anos – em 2006 representava 39% e em 2008, 47% do total. Cresce também o número de empresas que realizam treinamento para usuários de computador e internet, pois em 2006 eram 26% e em 2008 esse número saltou para 34%, e continua crescendo.
Como exemplo de atividades que vem sendo implantadas para a geração de negócios online é possível citar o caso de montadoras de veículos, como GM e Fiat, e no setor de construção civil, com seus lançamentos imobiliários, empresas renomadas como a Tecnisa e a Cyrela, além do mercado financeiro com instituições que tem feito grande uso das ferramentas de Marketing Digital.
Os investimentos dessas grandes empresas no mundo digital estão em torno de 10% de suas verbas publicitárias, o que representa uma grande quebra de paradigma, pois há bem pouco tempo não passava de algo em torno de 3%. Mas isso só tem ocorrido porque essas companhias constataram a eficácia desse meio para trazer novos consumidores e bons resultados financeiros e de comunicação com seu público.
No caso das micro e pequenas empresas podemos observar casos desde uma eletrônica num bairro da zona norte de São Paulo até comunidades do Amapá que comercializam seu artesanato e entregam em todo o país e fora dele.
Com isso percebe-se uma grande movimentação por parte das MPE’s no sentido de conhecer mais sobre esse mundo novo do Marketing Digital para não deixar escapar excelentes oportunidades de crescimento.
Artigo exclusivopara revista BtoB – Grupo Padrão

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Marketing Digital e suas Possibilidades

Quando se fala em marketing digital, sempre vem à mente ações realizadas de divulgação nos grandes portais, com diferentes tipos de banner’s ou nos buscadores e suas técnicas de otimização de sites para que estejam bem posicionados, sem falarmos nos links patrocinados, é claro.
Porém temos que atentar também para outras possibilidades, menos comentadas, mas igualmente importantes para o marketing digital, como ações em games, relações públicas e até mesmo ações de sustentabilidade.
O advertainment como ferramenta de divulgação pode ser muito útil para alguns produtos. Uma das principais modalidades é o advergaming, pois um dos fatores mais interessantes é a idade média dos jogadores, que é de 29 anos, ou seja, um público de milhões de pessoas com alto poder de consumo.
Outro ponto muito relevante é a “imersão”, ou seja, quando estão jogando as pessoas ficam completamente focadas e não há dispersão de atenção, o que é dificílimo de ser obtido em outros tipos de mídia. Além disso, os fabricantes investiram muito em tecnologia, levando a grandes inovações e mais velocidade, fazendo com que essa imersão seja ainda maior.
Os games online são extremamente úteis, pois a atualização é muito ágil, além de permitirem segmentação e mensuração completa para um acompanhamento do perfil de quem está jogando. Exemplos famosos, em geral, têm o produto como parte do contexto, são os chamados “product placement”, pois esse tipo não é percebido como invasivo pelos jogadores, muito pelo contrário, para eles o jogo se torna ainda mais “real”, como se fossem outdoor’s de refrigerantes ao longo de uma pista de corrida, ou a logomarca de um fabricante de computadores que surge durante o jogo, ou mesmo uma competição musical onde se usam os equipamentos de uma determinada marca real. Portanto, para produtos como: bebidas, artigos esportivos, musicais ou infantis torna-se uma excelente idéia levar em conta essa alternativa de divulgação.
Outra preocupação que se deve ter numa campanha de marketing digital está relacionada ao uso das redes sociais, devido ao poder que a internet tem ao fazer parte da vida das pessoas, bem como das empresas, afetando a forma como consumimos ou nos relacionamos. Afinal, são mais de 40 milhões de usuários, mais de 13 milhões e_shoppers e mais de 20 milhões que utilizam internet banking no país.
Ressalto também da importância do e_commerce nesse contexto, que se tornou quase uma obrigação para quem está no varejo tradicional.
Há que ser considerada ainda a atividade de relações públicas online, embora muitos acreditem que isso não faça parte das atribuições do marketing, mas que vem sendo cada vez mais utilizada pelas empresas que se preocupam com sua posição no universo digital e sabem que devem usar essas ferramentas para aprimorar o relacionamento com seus consumidores.
Para atender essas companhias surgiram empresas que fazem também um mapeamento das marcas na rede, pois hoje o internauta pode produzir e disseminar conteúdos com enorme velocidade, diga-se de passagem, muito maior do que a velocidade de reação das empresas e com isso pode manifestar suas frustrações e influenciar milhares de pessoas.
Há outras ações que também têm sido implantadas via web, como as de sustentabilidade, exemplo disso é o novo portal da Philips, ou então na área de educação, como os exemplos da empresa de telefonia, GVT ou da SOS computadores. Fica claro que a cada dia a necessidade de interagir online com seus públicos se torna mais premente.

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E-commerce não é opção, é imposição do mercado

Apontado como uma das seis grandes tendências para o varejo no Brasil, o e-commerce cresce consistentemente, apresentando índices superiores a 20% ao ano nos últimos anos, o que se mantém inclusive em 2009, considerando-se a crise econômica mundial. O Brasil possui mais de setenta milhões de usuários de internet, ou seja, aproximadamente 40% da população, esse número é superior à população total de muitos países, tais como França, Itália e Espanha. O Brasil é o país onde as pessoas passam mais tempo navegando na web, são mais de 26 horas por mês em média. Hoje existem aproximadamente treze milhões de e-consumidores brasileiros, sendo que as perspectivas apontam que esse número poderá evoluir rapidamente para vinte milhões, que é a quantidade de pessoas que se utilizam de serviços financeiros online. Essa análise leva em conta o fato de as pessoas terem perdido o receio para fazer transações financeiras na internet, então, o próximo passo natural será a aquisição de produtos e serviços na rede.
Há outros números que representam essa rápida evolução da internet. Nos últimos sete anos o número de internautas no Brasil quadruplicou e sete, em cada dez internautas, visitam sites de compra. A cada dado verificado torna-se clara a necessidade de estar presente nesse universo.
A previsão de faturamento para o ano de 2009 é de dez bilhões de reais, porém com alguns fatos recentes no mercado brasileiro, acredita-se que esse número poderá ser até superado, apesar do cenário adverso. É o caso da entrada de grandes players como Casas Bahia, que nesse ano já injetou R$ 3,7 milhões na sua loja virtual, Ponto Frio, que também lançou sua loja virtual, WalMart que investiu R$ 25 milhões no seu portal de comércio eletrônico e grupo Pão de Açúcar, que aperfeiçoou os serviços do Extra.com. Além disso temos a redução de impostos sobre produtos de linha branca e a retomada do crédito.
Ironicamente, um movimento muito interessante que vem sendo sinalizado é a perda de participação, no faturamento total, por parte dos grandes varejistas, devido à entrada de pequenas e médias empresas. Uma demonstração desse fato é que somente no primeiro trimestre de 2009 a redução dessa participação foi de 6,45%.
Isso se deve ao grande interesse observado na busca por maior conhecimento sobre o tema por parte das PME’s, para que possam entrar também nesse universo promissor. Com isso, os microempresários têm participado cada vez mais de cursos e seminários para entender quais os passos necessários, quais as parcerias que precisam ser firmadas, os investimentos, enfim, todo o caminho a ser percorrido.
Outro fator fundamental é compreender o comportamento do e-consumidor, como esse grupo tem evoluído e contribuído para o crescimento do varejo eletrônico. O receio de executar operações financeiras é um dos entraves para um crescimento ainda mais acelerado do e-commerce, porém, como dito acima, isso vem mudando recentemente e fazendo com que mais e mais internautas passem a utilizar as facilidades e a conveniência da internet para realizar suas compras.
A entrada das classes populares na internet é hoje um dos fatores que mais movimenta os números da vida online. Essas classes, principalmente motivadas pelo interesse na educação dos filhos, se sentem obrigadas a lhes proporcionar acesso à web. Atualmente, com as facilidades geradas pelos financiamentos para a compra de computadores, a baixa renda foi responsável pelo ótimo desempenho de vendas que esse produto obteve nos últimos anos, pois em 2007 foi a primeira vez que os computadores superaram a venda de televisores no país, o que se repetiu em 2008, quando foram vendidos doze milhões de equipamentos frente a dez milhões de TV´s.
Ainda sobre o comportamento do consumidor online no Brasil, 86% deles se declararam satisfeitos com o processo de compra realizado, segundo pesquisa do instituto e-bit, na qual são apontados que os itens mais relevantes para esse índice de satisfação do consumidor são entrega no prazo, qualidade no atendimento e facilidade na navegação.
Outro fator que tem influenciado as compras na web e essa satisfação é o crescimento das redes sociais colaborativas, que são muito eficazes no momento da decisão de compra, pois o internauta pode obter informações complementares sobre produtos e serviços bem como indicação de outros consumidores. Por outro lado, as redes servem também como um sinal de alerta para as lojas, que, ao terem acesso às reclamações e sugestões dos clientes, podem com isso aprimorar seus serviços. Uma boa parte dos internautas, aproximadamente 46%, costuma pesquisar os comentários de outros usuários antes de realizar suas compras, conforme levantamento realizado junto aos participantes do último ‘Campus Party’, evento realizado em São Paulo em janeiro deste ano, além de 20% deles que citam ter o costume “postar” informações, dicas e detalhes sobre produtos em diversos sites e comunidades. Esse é o famoso “marketing boca a boca”, porém potencializado ao extremo, devido à agilidade da rede. Basta lembrar que o brasileiro é um dos povos que mais aderiu à navegação em comunidades online como Orkut, Flickr, Twitter e Facebook, entre muitas outras.
A mesma análise sobre satisfação com o consumo online foi verificada em um estudo realizado com consumidores norte-americanos pela ForeSee Results, o qual demonstra que pessoas com hábito de comprar pela internet estão mais satisfeitas com as lojas virtuais do que com as físicas. Variando numa escala de zero a cem, as lojas virtuais atingiram noventa pontos em satisfação, sendo que o comércio tradicional chegou a 72 pontos apenas. Outro fator, apontado pela pesquisa, é que a chance de o consumidor virtual voltar comprar na mesma loja na web e recomendá-la para outros consumidores é de 65% e 75%, respectivamente, o que demonstra uma enorme fidelização, sonhada por todos os profissionais de marketing.
O mundo das compras online foi extremamente facilitado pelas ferramentas de busca, ou os famosos buscadores, como o Google, mas principalmente por aqueles que possibilitam buscas por preço, pois permitem que se façam comparações de forma instantânea, tanto é que praticamente todas as pessoas que costumam consumidor na rede os consultam antes de realizar qualquer compra. Esses pontos tornam o comércio eletrônico bastante peculiar, pois obrigam os varejistas a se adequarem a um “padrão web”, tendo em vista que não é viável operar de forma muito diferente dos concorrentes, principalmente com relação a processo de vendas e formas de pagamento. Sem esquecer que com essa facilidade, os consumidores passaram a adotar um comportamento bastante interessante, de imprimir suas pesquisas, por exemplo, e ir negociar numa loja física, para tentar obter a melhor negociação possível.
A sugestão indicada aos varejistas que ainda relutam em adentrar o mundo online é que procurem criar diversos canais de acesso aos seus consumidores, integrando os novos meios digitais aos tradicionais, como tem sido feito pelas montadoras de automóveis, que disponibilizam todas as informações possíveis online para que os clientes cheguem à concessionária com sua decisão tomada, apenas para fechar o pedido. Nesse mercado, a internet tomou um espaço fundamental, pois de 70 a 80% dos compradores visitam os sites dos fabricantes durante o processo de tomada de decisão. Essa tendência foi apontada na última edição da “NRF – National Retail Federation”, no mês de janeiro em Nova York. Para atrair a atenção dos consumidores, os principais players desse setor têm investido algo em torno de 10% da sua verba publicitária em estratégias de Marketing Digital, envolvendo ações inovadoras de Mobile Marketing e Advergaming, além das tradicionais campanhas de email marketing e banners.
Há outros exemplos de redes de varejo que possibilitam a compra online e a retirada dos produtos pode ser feita diretamente pelo cliente na loja física. Isso se aplica muito bem àqueles que têm certa urgência ou mesmo são mais céticos e não se sentem confortáveis em realizar todo processo online. Outras lojas procuram facilitar a troca de produtos adquiridos online, gerando assim maior confiança no momento da compra.
Deve-se ressaltar também o crescimento da mobilidade, devido à evolução dos aparatos móveis, que traz consigo o conceito de “M-commerce”, ou seja, o comércio via celular. Lembrando que temos hoje no Brasil mais de 150 milhões de linhas ativas. O M-commerce representa ações de compra e venda que podem ter início ou fim com o uso do celular. Pode-se utilizar por o SMS para informar já clientes sobre uma determinada promoção da rede de varejo, por exemplo.
O crescimento do Comércio digital está totalmente associado a uma abordagem de nichos específicos, muito mais do que a mercados de massa, principalmente quando falamos da entrada das PME’s. Essa teoria foi bastante explorada sob o conceito de “Long Tail” ou Cauda Longa, no livro do autor Chris Anderson, segundo o qual há uma infinidade de pequenos mercados, gerados por desejos específicos de consumidores que se diferenciam dos grandes grupos de consumidores, e isso leva a oportunidades para novos negócios, que são mais facilmente viabilizados pela internet, dado o alcance que esse canal possui e a facilidade gerada pelos mecanismos de busca para se localizarem artigos e serviços peculiares.
Com as facilidades de acesso à internet crescendo incessantemente, com a redução dos custos gerada pela “Cloud Computing” – conceito novo para explicar que não é necessário adquirir todos os equipamentos e softwares para o desenvolvimento de negócios – e com investimentos menores que o marketing digital permite, não será mais possível que grandes varejistas, e nem pequenos, fiquem à parte dessa nova realidade, a qual traz grandes desafios, mas também grandes oportunidades de atender a novos segmentos e nichos de mercado.
PormSandra Turchi

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Qual o impacto da internet nas próximas eleições?

Com as recentes mudanças nas leis eleitorais que liberaram o uso de internet e redes sociais nas campanhas, já é possível acompanhar mudanças no cenário político, mesmo não sendo possível fazer propaganda paga na web. Encerramos 2009 com aproximadamente 70 milhões de pessoas tendo acesso à web, em suas residências, em Lan Houses, Cyber Cafés, escolas, trabalho, entre outros locais, embora apenas 38% deles acessem diariamente. Espera-se que esse número em 2010 atinja 100 milhões, sendo que o Brasil tem 133 milhões de eleitores. Além disso, o país já conta com mais de 175 milhões de celulares.
(artigo para a Revista Carreiras&Negócios)
Os três principais candidatos à presidência já estão utilizando algumas plataformas, como Twitter e Youtube, por exemplo. José Serra tem mais de 170 mil seguidores no microblog e posta seus comentários pessoalmente. Dos três, Dilma foi a última candidata a aderir e ainda “está aprendendo”. Marina tende a ter bom destaque, pois segundo analistas, traz temas inovadores ao debate, o que cai muito bem na rede.
O custo estimado das campanhas total em 2010 é de R$ 2 bilhões, o maior de todos os tempos, a de Obama foi US$ 740 milhões e Lula declarou R$ 168 milhões em 2006, oficialmente. Obama conseguiu arrecadar US$ 500 milhões de três milhões de eleitores. Diferentemente do Brasil, onde são poucos e grandes doadores para as candidaturas e onde reina o caixa dois. Esse financiamento de campanhas feito pelo público é muito positivo, pois cria uma atitude de maior compromisso por parte do político, ou seja, gera maior comprometimento com suas propostas. Entretanto, no Brasil, o item contribuições tende a não ter grande impacto, pois além da falta de tradição dos cidadãos de financiarem campanhas políticas, os políticos gozam de menor reputação, historicamente falando. A candidata Marina, por exemplo, já divulgou o valor arrecadado (R$ 2,5 mil) até o momento, o que é muito baixo.
Como exemplo brasileiro, Gabeira em 2008 já arregimentou 10 mil voluntários pelas redes sociais. Segundo ele, “quando funcionar efetivamente no Brasil a arrecadação online será a prova de que a legítima persuasão do eleitor pode enfrentar o poder econômico e fazer frente ao caixa dois”, como ocorreu nos EUA, onde também havia grandes doações de grupos de interesse, antes da última campanha.
Obama conseguiu 2 milhões de simpatizantes no Facebook, 1 milhão no MySpace e mais de 100 mil no Twitter. Foram criados também blogs para combater falsos rumores e ataques ao candidato. Outro ponto interessante da sua campanha, além da grande integração entre as ações on-line e off-line, foi sua estratégia de relacionamento através da criação de sites voltados aos mais variados públicos, como negros, evangélicos, latinos, etc, para debater temas relevantes a cada um deles.
No Brasil temos um exemplo da criação de um blog para desmentir comentários do outro candidato, o site criado pelo PSDB chamado “Gente que mente”. De qualquer forma temos que lembrar que o brasileiro, em geral, não se interessa por política e não passará a fazê-lo por causa da internet, até porque temos um perfil de navegação diferente dos americanos, sendo aqui mais voltado ao lazer e lá pela busca de informação.
A internet é um território mais livre e menos controlável do que outras mídias, o que poderá gerar um grande número de ataques e ofensas mútuos. Por outro lado será a primeira vez que a discussão poderá ser ampliada com maior participação do público, por meio das redes sociais, que contribuirão para acelerar a difusão de informações. Para o mundo político, assim como para as empresas, as mídias digitais trazem um fator muito interessante que é a possibilidade de obter uma boa exposição com menores investimentos e mais criatividade, se compararmos aos custos da mídia tradicional.
Outro ponto pra lá de importante será o uso inteligente das bases de dados, com o mapeamento de simpatizantes de ambos os lados, para serem trabalhados em ações diretas.
Mas e depois das eleições, tudo isso acaba? O ideal é que não seja assim e que o futuro governante continue aproveitando o exemplo americano ao utilizar o meio digital para levar mais transparência à gestão.

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Flores de Lótus na Galeria de Links!

Galeria de Links – Os melhores artigos e matérias de Portugal e do Brasil

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16 artigos que você deveria ler ao começar um blog (se já não leu)

Como melhorar seu blog / por Alessandro Martins

Assim que você começar a editar o seu blog, talvez saiba exatamente o que está fazendo. Não está. Há muita coisa a ser aprendida a partir de agora.

Caso você queira se aprimorar nessa atividade, naturalmente.

Separei alguns artigos e áreas de sites que podem ajudar você a fazer um blog melhor. Sei que existem muitos outros sites úteis para quem está começando e muitos outros artigos de grande valia, mas no momento foram esses que ocorreram.

Blog? Blog? É de comer ou de passar no cabelo?

•Perguntas freqüentes sobre blogs – Se você esteve congelado ultimamente ou fazendo uma viagem interplanetária e não sabe o que aconteceu na última década, talvez queira saber o que é um blog. Esta seção do site de Edney de Souza é um bom começo. Mas não se engane. Macacos velhos também podem aprender uma ou duas coisinhas por ali independentemente da plataforma de publicação que se use.

Ganhe dinheiro com o seu blog

•Ganhar dinheiro com seu blog – depois que você pegar gosto pela coisa, vai querer saber como pode ganhar dinheiro fazendo o que você gosta. Esta área do site do Edney de Souza dá algumas dicas além das habituais.

•As top 10 habilidades para ser um problogger – se você quer ganhar dinheiro com o seu blog, saiba que isso é possível, mas não pense que será moleza. Pode ser divertido, mas fique certo de que vai exigir dedicação e algumas habilidades ali listadas.

•Viver de blogs é possível – Bruno Alves registra nesse artigo o momento em que ele entra para o time dos editores de blog que obtêm faturamentos consideráveis com tal atividade.

•O dia-a-dia de quem trabalha com blogs – Você acha que fazer um blog de qualidade é moleza? Apesar de ser muito prazeroso escrever apenas sobre aquilo de que se gosta, não se engane.

•5 dicas rápidas para aumentar seu ganho no AdSense – Logo você vai descobrir que o programa de anúncios contextualizados do Google é uma das melhores formas de ganhar dinheiro na internet. Esse artigo ensina como você pode tirar melhor proveito disso já de início.

•100 dicas para o Adsense – achou 5 dicas pouco? Não se aflija. Esse artigo tem 100 dicas rapidinhas com as quais você pode aprender alguma coisa. Aliás, o Blogando por Dinheiro é uma boa pedida se você quiser embarcar nessa oportunidade.

SEO: apareça (nos mecanismos de busca) e cresça (na blogosfera)

•Search Engine Optimization (SEO) para blogs – para crescer na internet, em acessos e qualidade de leitura, os seus artigos devem aparecer bem posicionados nas buscas de mecanismos como o Google e o Yahoo. Entenda como isso pode funcionar para o seu blog.

•Os 10 Mandamentos do Search Engine Optimization – neste artigo, estão resumidos os principais pontos para obter as melhores posições e um melhor aproveitamento do resultado de buscas. A propósito, acompanhar o BRPoint é uma boa idéia caso você queira dicas preciosas para melhorar o seu blog como um todo.

•5 maneiras de conseguir links para o seu blog – Uma das estratégias para aparecer melhor nos mecanismos de busca é aumentar o número de links para o seu blog. Existem muitas maneiras inteligentes de conseguir isso sem o perturbador, inútil e pouco polido pedido de troca de links.

Como fazer um blog melhor

•Os 7 pecados capitais que os blogueiros cometem – todo blogueiro experiente vai se ver em um desses sete pecados. Ou mais. Os que sucumbiram a eles, desapareceram. Os que venceram, permaneceram. Aprenda quais são e os evite.

•Como tratar um leitor: os 10 erros que um blogueiro não deve cometer – o editor de blog escreve para pessoas. Existem diversas formas de conquistar essas pessoas. E também de afastá-las. Aprenda quais são e as evite com facilidade.

•15 exercícios para melhorar a sua escrita – uma boa redação é absolutamente necessária para o sucesso, credibilidade e reputação de seu blog. Aprenda alguns exercícios que vão melhorar o seu desempenho nesse quesito.

•5 dicas para evitar erros de português e melhorar a sua escrita – tudo bem! Todo mundo comete erros de vez em quando. Mas saiba como minimizá-los e como tornar seu blog um templo da última flor do Lácio.

•9 modos simples de evitar erros de português e nunca mais passar vergonha – depois dessas dicas, só se você tiver muita preguiça de acertar.

•As 5 dicas de Ernest Hemingway para escrever com efetividade – escreva bem e conquiste seus leitores.

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